Homem de 61 anos que esteve no norte da Itália, entre 9 e 21 de fevereiro, testou positivo em exame preliminar para coronavírus; Instituto Adolfo Lutz divulga resultado de contraprova nesta quarta-feira (26).

Exame preliminar identifica primeiro caso do novo coronavírus no Brasil A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) solicitou nesta terça-feira (25) a lista de passageiros que viajaram no mesmo voo do brasileiro que esteve no norte da Itália entre os dias 9 e 21 de fevereiro e que testou positivo para um exame preliminar para coronavírus.

O homem aguarda resultado de contraprova. A Anvisa informou que pretende investigar outros passageiros do voo e fez a seguinte nota: Diante de exame preliminar positivo para coronavírus (Covid-19) em passageiro vindo da Itália para o Brasil no dia 21 de fevereiro deste ano, a Anvisa já tomou as seguintes medidas: Solicitou à companhia aérea a lista de passageiros que estavam no mesmo voo do passageiro com resultado positivo para coronavírus.

O documento será encaminhado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) para investigação de outros passageiros do voo que tiveram contato com o caso suspeito Aumentou a criticidade no monitoramento dos voos internacionais provenientes de países onde há casos confirmados da doença.

A lista foi atualizada no dia 24 de fevereiro pela Organização Mundial de Saúde (OMS) A Anvisa reforça: se você esteve nos países com casos confirmados e apresentar febre e mais de um sintomas respiratórios, procure atendimento médico de imediato e informe ao profissional de saúde a viagem feita para o exterior. O Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital paulista, registrou em 25 de fevereiro a notificação do caso suspeito de um homem de 61 anos.

Ele é brasileiro e viajou para o norte da Itália entre 9 e 21 de fevereiro.

O paciente tem sinais brandos da doença, como tosse, e está em isolamento domiciliar, em São Paulo. "O paciente encontra-se em bom estado clínico e sem necessidade de internação, permanecendo em isolamento respiratório que será mantido durante os próximos 14 dias.

A equipe médica segue monitorando-o ativamente, assim como as pessoas que tiveram contato próximo com ele", diz nota do Hospital Albert Einstein.

O caso também está sendo investigado pelo Ministério da Saúde e as secretarias estadual e municipal de São Paulo e irá para o Instituto Adolfo Lutz para exame contraprova. O Ministério da Saúde deve fazer um pronunciamento oficial nesta quarta (26), após resultado do Instituto Adolpho Lutz.

O governo afirma que vai mapear quem teve contato com o paciente. "É claro que preocupa, São Paulo é a maior cidade do país.

É uma confirmação feita por um hospital privado, agora será feita a contraprova pelo Instituto Adolfo Lutz.

O resultado sai amanhã (quarta-feira) pela manhã.

O paciente está clinicamente bem.

A recomendação é isolamento domiciliar.

Agora vamos fazer o mapeamento com quem ele teve contato", disse o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Coronavírus: entenda o que significa uma emergência de saúde pública global Coronavírus: o que se sabe sobre o novo vírus que surgiu na China Brasil dobra número de países em monitoramento de casos suspeitos de novo coronavírus; Itália, França e Alemanha entram na lista Coronavírus: saiba quais são os sintomas e como os países afetados tentam se proteger Segundo o Ministério da Saúde, no atendimento, o hospital "adotou todas as medidas preventivas para transmissão por gotículas, coletou amostras e realizou testes para vírus respiratórios comuns e o exame específico para SARS-CoV2 (RT-PCR, pelo protocolo Charité), conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Com resultados preliminares realizados pela unidade de saúde e de acordo com o Plano de Contingência Nacional, o hospital enviou a amostra para o laboratório de referência nacional, Instituto Adolfo Lutz, para contraprova. Este processo de validação dos resultados está em curso e o Ministério da Saúde divulgará o laudo final da investigação oportunamente.

A pasta recomenda, portanto, cautela sobre quaisquer informações que não sejam as oficiais, uma vez que a investigação não está concluída. Trata-se de um homem de 61 anos, residente em São Paulo.

Traz o histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho, sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro.

Iniciou com sinais e sintomas (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza) compatíveis com a suspeita de Doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19).

O paciente está bem, com sinais brandos e recebeu as orientações de precaução padrão. A SES/SP e SMS/SP estão realizando a identificação dos contatos no domicílio, hospital e voo, com apoio da Anvisa junto à companhia aérea", diz a nota do Ministério da Saúde. Arte/G1 Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 NIAID-RML/AP Casos monitorados A Secretaria Estadual de Saúde também informou nesta terça que está monitorando três casos suspeitos de coronavírus na cidade de São Paulo, incluindo o do homem de 61 anos, e um quarto caso no interior do estado. São quatro adultos.

O caso monitorado no interior de SP é na cidade de Bauru.

Todos os pacientes tiveram histórico de viagens para o exterior. O país, juntamente com Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos, entraram na relação de locais de origem ou transição definitiva definida pelo Ministério da Saúde. Até o momento, São Paulo descartou 26 suspeitos de COVID-19. Todos os suspeitos de terem contraído a doença ficam em isolamento, e seus familiares estão orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem, como uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal. O novo coronavírus foi denominado oficialmente nesta semana pela Organização Mundial da Saúde como COVID-19, sigla em inglês para “coronavirus disease 2019" (doença por coronavírus 2019, na tradução). Coleta de exames Em São Paulo, a investigação dos casos é realizada pelas secretarias municipais de saúde, com apoio técnico do estado.

As amostras biológicas dos pacientes são colhidas pelo hospital onde foram atendidos os pacientes e enviadas para análise no Instituto Adolfo Lutz, na capital paulista. Os exames são feitos a partir da coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz), que é realizado pelo hospital que atendeu o caso suspeito e encaminhado ao laboratório de saúde pública na capital. Os dados oficiais estão sendo registrados pelos municípios em um sistema de notificação do Ministério da Saúde. Aparecido Gonçalves/Arte G1 Centro de monitoramento As autoridades sanitárias de São Paulo orientam que os pacientes com os sintomas da doença procurem o serviço de saúde mais próximo, caso apresentem febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados a aspectos epidemiológicos como histórico de viagem em área com circulação do vírus ou contato próximo a algum caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus. Para acompanhar esses casos suspeitos, o governo de São Paulo anunciou a criação de um centro de operações de emergência, que funcionará 24 horas por dia, controlando os registros do coronavírus em todo o estado. O plano de ação, lançado em parceria com a Prefeitura de São Paulo, integrará profissionais de todos os municípios e inclui a compra de equipamentos de proteção para funcionários de saúde. Dicas de Prevenção Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar; Utilizar lenço descartável para higiene nasal; Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; Não compartilhar objetos de uso pessoal; Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado; Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool; Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente; Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos. Casos de coronavírus pelo mundo.

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