Interessados em concorrerem ao pleito têm até dia 13 de julho para se candidatarem.

Pleito ocorre após cassação de Luiz Ademir e Fabrício Melo de Almeida.

Eleições suplementares em Rolim de Moura Os vereadores de Rolim de Moura (RO) aprovaram nesta semana a resolução de regulamenta os procedimentos à eleição indireta para escolha do prefeito e do vice da cidade.

Os interessados em concorrerem ao pleito têm até dia 13 de julho para se candidatarem.

As eleições estão marcadas para 23 de julho.

Em maio deste ano, o então prefeito Luiz Ademir e o vice Fabrício Melo de Almeida, eleitos por voto popular, tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral.

Ambos foram acusados de arrecadação e gastos ilícitos na campanha eleitoral. Após a cassação, o vereador Lauro Franciele Silva, que era presidente da Câmara de Rolim de Moura, assumiu a chefia do executivo municipal. Na eleição indireta, os novos gestores municipais não serão eleitos diretamente pelo povo.

Os representantes são escolhidos através da Câmara de Vereadores, em uma assembleia fechada.

O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) informou não ter indicado eleições diretas, no caso o voto popular, por dois motivos: a pandemia do novo coronavírus e a proximidade das Eleições Municipais de 2020.

Os novos eleitos permanecerão no cargo até o final deste ano.

Cassação Em 2016, após as Eleições, Luiz Ademir e Fabrício Melo foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por terem feito suposto uso de recursos de pessoas jurídicas, de forma direta e indireta na campanha.

A justificativa para a cassação dos mandatos inclui, ainda, a captação ilícita de recurso para fins eleitorais e “caixa dois”. Vice-prefeito, Fabrício Melo de Almeida (à esquerda), e prefeito Luiz Ademir Schock (à direita) têm mandatos cassados. Divulgação/Prefeitura de Rolim de Moura Luiz e Fabrício chegaram a ter seus mandatos cassados em 2018 pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), mas prefeito e vice recorreram da decisão em Brasília (DF) e conseguiram permanecer à frente da prefeitura de Rolim de Moura. No dia 12 de maio, o TRE retomou o julgamento do caso e a corte eleitoral votou pelo imediato cumprimento da decisão embargada, reconhecendo a prática de arrecadação e gastos ilícitos de recursos na campanha.

Com isso, o prefeito e o vice perderam seus mandatos.