Segundo especialistas, leite materno é fundamental para garantir a saúde e imunidade dos bebês neste período.

Doação de leite materno deve ser mantida durante a pandemia, diz médica Nesta semana é celebrado o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, que neste ano traz à tona a importância de manter as doações mesmo em meio a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Em Suzano, o Banco de Leite está com os estoques dentro da média, mas os médicos destacam que é fundamental continuar doando para garantir a saúde e imunidade dos bebês que não podem ser amamentados pelas próprias mães. A desenvolvedora mobile Thabata de Oliveira Marchi Tamura é mãe de primeira viagem dos gêmeos Daniel e Paulo.

Desde que eles nasceram, ela nunca abriu mão da amamentação.

“A amamentação, no início, foi bem complicado.

Eu tive que complementar, não conseguia amamentar os dois ao mesmo tempo.

Aí eu fui atrás das redes de apoio, do banco de leite de Suzano”, comenta. A dupla está com 11 meses e, além do leite materno, já tem uma alimentação mais sólida.

A mãe, inclusive, consegue doar um pouco de leite. “Eu recebi uma foto de duas crianças que estão na UTI e fiquei bem emocionada.

Eles perderam a mãe e eu fiquei pensando ‘poxa, eu tenho que me esforçar mais para poder doar leite’.

Realmente, é muito importante.

Muitas vidas você está salvando, que está na UTI.

Principalmente esses dois que estão sem a mãe”, reflete a doadora. No entanto, não são todas as mães que conseguem amamentar os filhos.

De acordo com a consultora de aleitamento materno Fabiana Araújo, até mesmo fatores psicológicos podem influenciar isso.

“98% do desmame precoce, que a gente fala, é por conta dessas dificuldades de amamentar.

Dor mamilar no início da amamentação e complementação precoce com fórmula láctea”. “Eu acho que toda mulher grávida sonha em amamentar seu filho.

A maioria.

A gente tem aquela sensação de que o bebê vai nascer e vai sair mamando, mas não é assim.

Ele vai aprender a mamar e a mãe vai aprender a amamentar.

Pensa numa boquinha pequena, numa mama que está grande por conta desse leite.

Os machucados podem acontecer.

O jeito de prevenir isso é, já na pré-natal, a mulher grávida ir se informado sobre o aleitamento, as posições, a pega.

Procurar um profissional que oriente.

A gente faz um trabalho pré-natal também”, completa a especialista. Fabiana antes atendia as mães presencialmente.

Por causa do novo coronavírus, passou a auxiliar as mulheres à distância.

Ela diz que a pandemia tem sido motivo de dúvida para muitas. “Elas se preocupam bastante com os cuidados que elas devem tomar.

A questão, bem complicada, é receber visitas, o que não é recomendado de forma alguma.

A gente tem muita gente com Covid assintomática, então a gente não sabe quem tem ou não o vírus e pode passar para o bebê e para a mãe, que estão no grupo de risco.

Já atendi mães que pegaram Covid.

A recomendação é continuar amamentando, com todos os cuidados necessários, [como] usar máscara, lavar as mãos”, conclui Fabiana. A médica pediatra Iemanjá de Melo Almeida Braga, que é responsável pelo posto de coleta de leite humano de Suzano, diz que, por enquanto, não há estudos que relacionem o novo coronavírus com o aleitamento. “Ainda não existem trabalhos publicados que comprovem que existe contaminação.

O leite de doação, de qualquer forma, é pasteurizado.

A gente recolhe em casa, ele vai para o banco de leite para ser pasteurizado e no processo de pasteurização ele destrói todos os vírus”, afirma. Iemanjá também é responsável pelo Banco de Leite Humano de Suzano.

Atualmente o estoque está dentro do previsto por causa das ações que o banco tem feito “A gente sempre mantém um estoque, uma reserva de 20 a 30 litros de leite para a demanda diária nossa.

A gente tem 74 mães cadastradas no momento, doadoras.

A gente fez, no mês, uma média de 85 litros de leite de doação”, afirma a médica. Embora o estoque esteja dentro da média esperada, a pediatra reforça a importância desse gesto de carinho. “O importante é a gente manter a amamentação, o estimulo da amamentação, tanto da mãe para o seu próprio bebê, porque o leite materno vai dar anticorpos.

Vai proteger os bebês.

Tanto essa mãe que está doando, quanto aos bebês que estão na UTI internados e que estão recebendo esse leite.

Nessa situação de pandemia, a gente não pode interromper esse processo, porque isso aí defende da vida dos bebês.

Quanto mais anticorpos eles tiverem, mais eles vão ter proteção contra o vírus e todo tipo de doença”. O telefone do posto de coleta para mais informações é o (11) 4745-3333, ramal 3379.

As doadoras devem fazer um pré-cadastro para que a equipe vá até fazer uma avaliação, explicar as normas e rotinas da doação do leite materno. Initial plugin text