De acordo com a ação, há problemas de atendimento aos pacientes com Covid-19 que buscam ajuda no hospital.

Programação será realizada no Carajás Centro de Convenções, em Marabá. Antônio Silva/ Ag.

Pará Os Ministérios Público do Pará e Federal entraram com uma ação contra o Governo do Estado solicitando o cancelamento do contrato com a empresa que administra o Hospital de Campanha de Marabá.

De acordo com a ação, há problemas de atendimento aos pacientes com Covid-19 que buscam ajuda no hospital.

Além disso, não há médicos suficientes para atender a demanda dos infectados.

Inaugurado há pouco mais de um mês, no dia 14 de abril, o hospital já não possui condições de atender mais pacientes.

De acordo com o Governo do Pará, a estrutura possui nove respiradores e todos estão ocupados.

Segundo pacientes, não há mais leitos na unidade.

Essa é a segunda ação do MP contra o Governo, envolvendo o hospital de campanha, só nessa semana.

Na última quinta-feira (21), o MPPA denunciou que o hospital de campanha estaria recusando pacientes com a Covid-19.

Quem procura atendimento na rede municipal também enfrenta problemas.

O Pará está com 94,8% de leitos para Covid-19 ocupados. Na ação, o MPPA e MPF requerem, liminarmente, que a administradora do hospital receba todos os pacientes regulados para os seus leitos, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por paciente recusado.

Além disso, a ação pede que o Estado do Pará providenciem a implantação, em até cinco dias, de pelo menos mais 30 leitos equipados com respiradores, destinados para pacientes graves. O G1 entrou em contato com o Governo do Pará e aguarda retorno.

Cidade teve lockdown suspenso No Pará, 16 cidades estão em lockdown (bloqueio total) até domingo (24).

Marabá foi retirada da lista, a pedido da prefeitura, que alegou não haver colapso no sistema de saúde local. Em nota, a Procuradoria Geral do Estado disse que houve manifestação contrária por parte da prefeitura.

"De acordo com a gestão do Município, ainda não há colapso no sistema de saúde da cidade, o que não justificaria medidas mais rigorosas de combate à doença", diz a nota. Já a prefeitura de Marabá disse, em nota, que "permanece, portanto, a validade do decreto 038/2020, que mantém aberto apenas os serviços considerados essenciais".

Segundo a prefeitura, Comitê de Gestão da Covid-19 deve iniciar nesta terça uma agenda de negociação com empresários e micro-empresários locais para estabelecer um cronograma de reabertura gradativa do comércio local.