Nabhan prevê solução para a questão fundiária na região de Pres. Prudente

Ele informou terá uma reunião com o Itesp para a promoção de uma aliança e que “colocará fim no imbróglio da questão fundiária da região.

O secretário especial de Assuntos Fundiários do governo Jair Bolsonaro, Luiz Antônio Nabhan Garcia, esteve nesta segunda-feira, 25, em Presidente Prudente. Ele concedeu entrevista ao jornal “O Imparcial” e abordou a questão fundiária na região de Presidente Prudente.

Ao ser questionado sobre a situação regional no que diz respeito à insegurança fundiária, como ele mesmo classifica, informou ter nos próximos dias uma reunião com o Itesp (Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo) para a promoção de uma aliança e que “colocará fim no imbróglio da questão fundiária da região.

Nabhan informou que o oeste paulista segue como a segunda mais pobre do Estado de São Paulo, e atribuiu essa situação, dentre outros fatores, à insegurança fundiária. Citou ainda sobre uma expectativa da atual gestão em ter uma “válvula de escape” para colocar fim nesta situação, de forma que uma regularização vá ao encontro com o segmento produtivo.

“Estamos realizando um mapeamento dessa situação em todo o país. A região, em especial, tem um problema, já que a reforma agrária foi feita pelo Estado. Os recursos de grande parte dos assentamentos vieram da União, mas a administração é feita por parte do Estado, que já sinalizou, por meio do Itesp, uma possibilidade de conversação, pois temos nos próximos dias um encontro para promover uma aliança e que colocará fim nesse imbróglio fundiário”, finalizou. Ele não deixou claro, no entanto, quais medidas seriam adotadas.

Questionado sobre uma avaliação de sua participação no governo Bolsonaro, Nabhan lembrou que sua pasta tem status de ministério. Dentre os temas abordados e trabalhados estão todas as questões fundiárias em todo o Brasil, inclusive aqueles que envolvem a reforma agrária e a regularização fundiária”. Ele lembrou, ainda, que assuntos ligados às situações quilombolas e indígenas também são de responsabilidade da pasta.

“É um trabalho amplo, às vezes até complexo e com algumas situações difíceis de lidar, já que existem alguns movimentos que dependem dessa bagunça agrária, movimentos esses que se dizem sociais, mas não são, e que com o passar dos anos criaram uma situação de que quanto mais problemas, melhor ainda”, expôs. Por isso, ele informou que o governo pretende ir “pontualmente” nessas situações que “atrapalham e dificultam”, além de trazer prejuízos à situação fundiária regional, de forma que os investidores do agronegócio voltem a se sentir seguros e retomem a vontade de procurar a região e todo o Brasil, que, segundo ele, é o país mais viável do mundo para tais produções.

O Imparcial

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